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22/09/2026

Diário de uma Alternativa #13

 Domingo, 06 de setembro de 2026 - 22:55

Eu terminei de assistir ao Fantástico com meu companheiro, deitamos na cama e não consegui pegar no sono. A mente agitada e como sempre, quando a mente fica assim, sento-me aqui para escrever! Eu ando muito incomodada e isso se reflete em algumas coisas, que não sei se vale a pena relatar aqui, mas notei que as vezes, em que mudei radicalmente meu estilo (2008-2020) ou quando decidi fazer uma limpa em algo (2026), coincidiam com o fato de o autismo (no caso, o meu) estar passando pela minha vida.

Em 2008, fui questionada por duas pessoas, que conviviam diretamente com autistas se eu era. Em uma época em que saúde mental era algo elitizado e muito distante, onde discussões jamais eram pautadas em meios de comunicação! Lá estava eu, amenizando meu estilo alternativo para poder me encaixar.

Na segunda vez (2020), foi quando me deparei com a possibilidade de ser, momento em que eu mesma me reconheci como neurodivergente nesse sentido (mesmo sendo portadora de dislexia, eu não sabia se tratar de uma neurodivergência). Eu me reconheci e deixei pra lá. Não amenizei meu estilo o deixando mainstream, mas me desfiz de peças exóticas e que não necessitavam de explicação para compreender que eram peças alternativas!

Seis anos depois, com uma investigação em andamento sobre meu autismo, eu me vi sentada nesse último sábado (por ter compromisso no domingo), separando roupas que não usava mais, com as quais não me identificava e que, em sua maioria, não me cabiam mais, para doar e presentear. Acredito que, nunca foi sobre o meu desconforto social sobre ser alternativa, eu apenas dei um nome reconhecido para o meu desconforto. Hoje, mais próxima de confirmar algo que 18 anos antes me fora questionado, o desconforto é de me desfazer de tudo aquilo que me propus a abraçar, para mascarar quem eu era (no fundo), coisas que comprei para dizer quem eu era, mas sem gritar o meu nome em voz alta!

Coisas que comprei para me encaixar demais ou de menos, para não ser perturbada na minha “excentricidade”. Agora, me reconheço apenas como: Marcela. E ao escrever isso, eu respirei fundo e acredito que, em mais de uma coisa eu vou recomeçar, pois isso é mais sobre mim mesma do que sobre qualquer outra pessoa!

às  23:07 de 06 de setembro de 2026 | ouvindo Loser do 3 Doors Down.

Bookmark: descomplicando as coisas...

 ⊹ ࣪ ﹏𓊝﹏𓂁﹏⊹ ࣪ ˖

Tenho pensado muito sobre, como eu complicava coisas que nem precisavam ser tão complicadas. Finalmente entrei em uma fase de querer menos, na vida real e também na internet!Tenho apagado algumas coisas, deixado outras para trás e percebido que nem tudo precisa continuar só porque um dia fez sentido.

Até a minha presença virtual tem ficado mais simples! Acredito que, não quero mais transformar tudo em conteúdo, estética, registro ou alguma versão específica de mim... eu só quero postar uma foto porque gostei dela, escrever alguma coisa porque pensei nela, ou simplesmente não postar nada!

Na vida real também.

20/09/2026

O coelho laranja!

Hoje pensei em você, não sei bem por quê, mas fiquei com vontade de refazer as suas fotos! Não quero esquecer o seu rosto...queria imprimir, colocar numa moldura e deixar na minha mesa de trabalho, junto ao retrato da Bruna!Aí me dei conta de que hoje é o Dia do Baterista, o instrumento que você mais gostava de tocar e onde passava horas imerso...

Sentei, me concentrei nas suas características físicas e criei um prompt: seus olhos, seu cabelo, seus piercings, suas tatuagens.- Ao contrário da outra vez, não tive medo de ser fiel a quem você é!!Fiz algumas fotos... e fui me aliviando da tensão, que é não ter mais a sua presença aqui comigo, meu amigo!

Acho que demorei para aceitar certas coisas, é muito mais fácil aceitar a sua partida, do que a ideia de que você vai voltar! Posso passar dias escrevendo sobre você, mas enfim... eu sempre disse tudo o que queria (e o que não queria) a seu respeito! Girassóis, são suas flores favoritas 🌻₊˚⊹♡

Break loose from the chains

Rise above the waves

Fighting in the darkness

Dancing in the light

Break out of your cage

Reflexões sobre cuidado, acesso e realidade

 Eu estou bem cansada hoje, estava conversando sobre algumas questões com meu marido e ele soltou a seguinte frase:

Primeiro, elas só comparam a própria vida com quem elas consideram que tá "melhor" que elas... E segundo, elas só comparam o agora delas com o agora do outro... Não olham a trajetória completa, não olham quanto o outro teve que se foder para agora estar bem.

Isso foi algo que me fez refletir bastante.

Escrevi um texto mês passado sobre autocuidado, faziam meses que eu não fazia as unhas por conta da depressão, faziam meses que eu não ligava muito para o meu cabelo pela mesma razão e porque tive que cortá-lo, após oito anos deixando-o crescer naturalmente. Sempre fiz as coisas por conta própria, cuidei de mim com os recursos que tinha  até então, eu não tinha acesso a cuidados de beleza fora de casa.

Quando escolhemos cuidar da saúde mental  algo cuja manutenção não é barata , escolhemos abrir mão de algumas coisas! Coisas que não são necessidade, mas sim luxo, pela primeira vez na minha vida, eu quis me dar ao luxo de ter essas futilidades que, para muitas mulheres, são rotina.

É interessante como as perspectivas que temos dentro de casa, moldam nossas percepções, caráter e senso de realidade. Muitas pessoas só saem da bolha, quando enfrentam a realidade de suas mães na pele, jamais olharam para essas mulheres até virarem as próprias mães, isso é bem curioso.

Não vou entrar no mérito de falar sobre racialidade e acesso na ótica de uma mulher preta versus uma mulher branca, não tenho letramento suficiente para isso, mas vou deixar algo aqui para vocês pensarem:

13/09/2026

Rabiscos no corpo!

 Ontem eu fiz mais uma tatuagem (uma cobertura na verdade), foi para ressignificar algo que não fazia mais sentido pra mim...e bem, eu digo que ando ressignificando muitas coisas na vida. Finalmente, posso dizer que, fiz as pazes com muitas coisas... incluindo a forma como eu uso rede social, acredito que finalmente o Monstro que me assombrou, não me faz ter mais medo... Deletei o Suaaave, não que eu não gostasse da rede social, eu só pensei em fazer o mesmo esquema no Instagram Dix, pois é onde meus amigos estão, e isso pra mim é bem importante! Bem, vou deixar um texto que escrevi um tempo atrás no meu Instagram, o que casa muito com a tatuagem que fiz ontem.

⋆.ೃ࿔.𖥔 ݁ ˖*:・༄

Um texto do meu Instagram sobre fé...

10/09/2026

 Eu nem sei por onde começar, mas falo que é importante a gente reconhecer nossos gatilhos! O Gatilho que me fez ter a reflexão da postagem anterior, e em uma conversa foi digamos, meio que esclarecido! O que me levou a buscar um certo equilíbrio, não apenas no que diz a rede social, mas em tudo que abrange relacionamentos interpessoais. Esses últimos dois anos não tem sido fáceis, emocionalmente falando, mas não posso levantar o que já ruiu, eu apenas posso reconstruir com o alicerce e com com alguns  tijolos que ainda ficaram inteiros. Eu ainda vou manter uma conta dix, mas vou encarar de frente a conta que eu já tenho, não sendo extremos, não tendo medo de uma forma que me domine, fazer como eu já estava testando em tudo ( virtualmente e na vida off), do meu jeito, pra mim e da forma que eu me sinta a vontade.

E se alguém que estiver lendo sofreu ou vir a sofrer algum tipo der abuso, espero de verdade que tenha uma rede de apoio sólida, com pessoas que  por ao ouvir/ler o que você tem a dizer, se decentralize um pouco, pois essa atitude é extremamente importante para trabalhar a escuta e acolher.

05/09/2026

Um recomeço virtual (que reflete o offline)

Faz cerca de duas semanas, que só aparece conteúdo na minha linha do tempo de criador de conteúdo. As pessoas com quem eu interajo não aparecem, mesmo estando favoritadas. O que é que eu fiz? Eu parei de seguir 80% das contas de interesse e vou filtrar. Por quê? Eu só preciso ver gente de verdade. Eu sei que muito conteúdo que eu seguia era  didático, mas eu precisava de um recanto virtual para relaxar, para além do blog...

Agosto passou como um turbilhão para muita gente, foi um mês pesado! Para mim, foi um mês de reflexão, de limpeza, de afastamento e reaproximação!Quando eu sentei e olhei para o meu feed, ele não fazia mais sentido para mim, não refletia o que eu estava passando offline, e o que eu fiz? Arquivei 90% das fotos... não fiz como da outra vez, em que arquivei e deletei poucas coisas. Vou dar um tempo de rede social, pelo menos neste feriado, e depois ir selecionando as contas que eu quero seguir de fato, sem acumular coisas, sem acumular conteúdo. As demais contas que deixei de seguir, deixo em standby numa lista que fiz, para ver se ainda me identifico com o conteúdo, se ainda me identifico com aquela pessoa e com as falas dela.

E vou seguir assim, porque estou sentindo muita falta do meu feed mais humano! Até nos stories, a entrega estava sendo priorizada para criadores de conteúdo, e não é isso o que eu quero... não quero voltar naquele vórtice de 10 anos atrás, de quando eu estava envolvida como criadora de conteúdo, isso  me faria muito  mal!

É tudo muito louco, porque eu me tornei outra pessoa, nesse período de um ano pós-internação. As publicações depois que voltei com o meu Instagram normal (sem ser pseudônimo) foram como um laboratório. Não que elas não fossem verdadeiras, ou que não representassem um sentimento, mas preciso fazer de outra forma, porque na minha vida offline estou fazendo de outra forma. Tenho a necessidade de que isso reflita a minha realidade offline.

27/08/2026

Diário de uma Alternativa #11

Estava conversando com meu esposo e questionando algumas coisas, quando disse a seguinte frase:

'Essas pessoas estão me procurando, porque represento um lugar de conforto para algo que elas não vivenciam mais. O detalhe é que: eu já não sou a pessoa que elas ainda acreditam que eu seja. -Por isso, não me surpreenderia se essas breves reconexões voltassem a ser, em breve, novos afastamentos...'

Pois é, a postagem é só isso mesmo.

25/08/2026

De volta ao meu próprio tempo...

É interessante, como os caminhos quase sempre nos levam para o mesmo lugar! Percebi que eu estava com medo de muita coisa, mas o principal deles, era ser eu mesma. Isso me fazia ficar privada de me expressar, da forma que me deixava à vontade e bem... as redes sociais, de alguma forma, foram um laboratório para mim, de um jeito ou de outro! Eu refiz, criei o Instagram, abri, deletei fotos, arquivei, publiquei e por fim, por conselho de uma moça muito experiente, decidi recomeçar sem me desfazer de tudo, apenas guardando os momentos para mim mesma.

Aos poucos, vou reorganizar esse caderno de recortes virtuais, me privando de me expor em excesso, mas vou fazer isso de forma genuína e vagarosa, pois nesse momento, eu não tenho mais medo de certos fantasmas que agora pertencem ao passado. Eu ia escrever sobre um objeto antigo, mas na verdade, não guardo muitas coisas materiais relevantes do passado! Guardo cartas, mas não sei se são tão pessoais assim (sim, era para ser uma postagem do BEDA!).

A moça me aconselhou o seguinte, e vou deixar a fala dela aqui:

20/08/2026

Dungeons & Blogs: O gosto Agridoce da mudança

 Eu estava aqui pensando enquanto tomava o meu café: É muito louco que muita gente ainda não compreendeu a diferença entre ser irrelevante para algumas pessoas e ser considerada e respeitada por outras. Muitas vezes a gente está presa em um padrão tão torto e tóxico, que acaba compreendendo uma fala construtiva como ataque pessoal e uma gentileza disfarçada, ou um ataque disfarçado de cuidado. Afinal, muita gente manipula o outro exercendo um controle que vem disfarçado de preocupação e carinho.

É muito fascinante  de uma certa maneira  perceber como muitas vezes, a pessoa usa uma postura de grandiosidade para se blindar das próprias inseguranças, ela busca ter uma importância e uma relevância na vida dos outros que simplesmente não existe! Acredita que tudo é sobre ela, que um simples "A" é uma indireta, que uma foto bacana é para causar inveja nela, e que o outro faz de tudo para atacá-la. E assim ela fica, presa nesse monólogo dentro da própria mente.

Nesses dez anos de terapia, eu acabei compreendendo esse mecanismo do outro e percebi que, muitas vezes, é uma forma de tentar fazer você morder a isca, de puxar uma discussão e te ferir só para se sentir bem consigo mesmo. Na faculdade, aprendi sobre o conceito de corte, e isso tem me feito muito bem, inclusive para analisar e filtrar as coisas. Algumas pessoas não compreendem que nem sempre quando João fala de Francisco, é sobre João que ele está falando...

Dungeons & Blogs: Bateria social, rascunhos e um blog que já existia...

 ⋆⭒˚.⋆🪐 ⋆⭒˚.⋆☾⋆。𖦹 °✩

Hoje é dia 16/08/2026 e acredito que esta seja a última postagem que vou escrever para o BEDA... Já tenho alguns textos prontos que vou soltando no decorrer do mês (cerca de doze postagens, vou ver se publico de forma mais espaçada daqui pra frente). Por algum motivo que desconheço, eu estava criando um layout novo para o Moon Hexe, que acabou virando outro blog que na verdade já existia!

É um espaço que fiz mais como bookmark, pensei em fazer apenas uma página estática com o tema que desenvolvi, mas olhei o blog, as postagens e acabei criando algo totalmente diferente do Moon!Por mais que sejam assuntos distintos, percebi que havia uma forma fixa de desenvolvê-los, que seria uma mistura de livro de receitas virtuais, com significados de leituras e muitas fotos dos meus gatos, mas que acabou se fixando em interpretações quase diárias das minhas leituras pessoais. .𖥔 ݁ ˖ ✦ ‧₊˚ ⋅.

Confesso que ando com a cabeça bem cheia! Li algumas postagens do BEDA, mas ao contrário da semana passada, não tive ânimo para comentar em muitas! Não curto fazer as coisas só por fazer... 

⋆。‧˚ʚ🍓ɞ˚‧。⋆

Não sei se vou escrever sobre o passeio que fiz semana passada, talvez eu me restrinja apenas à minha conta pessoal do Instagram ✧。٩(ˊᗜˋ )و✧*。, ou faça uma breve citação em uma postagem curta futuramente, ainda não sei e não penso muito nisso por hora! Eu estou criando o hábito de fazer pequenos registros de saídas casuais a pouco tempo, então, esse tipo de coisa é nova para uma pessoa que nunca foi cronicamente on-line! Mas a real mesmo, é que aqui já não tem roteiro faz tempo! Quando surge uma ideia para postagem e posso parar para publicá-la, eu  digito tudo freneticamente, reviso e jogo no Gemini para ele dar uma escaneada, já que sou disléxica e muitas vezes há coisas que passam batido.

19/08/2026

Dungeons & Blogs: Não é sobre unhas feitas

 Eu estive aqui pensando em uma coisa.

Eu nunca fui à manicure, a única vez que fui a um cabeleireiro foi para fazer box braids. Nem sequer faço minhas sobrancelhas com outra pessoa, sempre fui eu mesma quem cuidou delas.E isso me fez refletir sobre algo maior: Muitas de nós, mulheres negras, fomos ensinadas a enxergar determinadas coisas como supérfluas. Fomos educadas para sermos práticas, para nos contentarmos com o que temos e para não ocuparmos espaço demais. Como diria minha mãe: "pegar o boi".

Agora que não estou na minha melhor fase, com as unhas roídas, sem conseguir mantê-las feitas e com os cabelos curtos por conta da queda capilar, percebi algo que nunca tinha notado antes. Eu nunca me permiti aquela pequena regalia que muitas amigas brancas tinham: ir à manicure toda semana, por exemplo. Simplesmente se permitir ser cuidada.

Nós mulheres negras, muitas vezes não somos educadas para isso. Não somos ensinadas que merecemos cuidado. Crescemos acreditando que determinadas coisas são luxo, futilidade ou vaidade excessiva. E estou aprendendo aos poucos, que não é bem assim.Precisei chegar ao ponto em que estou hoje para perceber isso.

E por mais que muita gente tenha ressalvas sobre as redes sociais, ver mulheres parecidas comigo compartilhando suas realidades, seus cotidianos e suas experiências mudou a minha perspectiva. Algumas delas inclusive, dedicam seu tempo a educar outras mulheres negras sobre autoestima, autocuidado e pertencimento.

Dungeons & Blogs: Chá gelado & cinnamon rolls

Sobre alguém que marcou a minha vida

Eu acabei lembrando de uma pessoa, justamente porque alguém que se parece fisicamente com ele, cruzou o meu Instagram. Era um texto que não ia sair, mas acabou que isso me deixou mexida durante o resto do dia e decidi escrever  na verdade, apenas complementar as coisas que já escrevi...

𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊

Sempre te achei com a vibe do Peter Steele, não sei se porque tu escondias tua ruivice com tinta 1.0, não sei se pelo fato de você ser uma pessoa grande, não sei se por conta da tua voz profunda! Mas é sobre isso, é sobre lembrar de ti de forma carinhosa, mesmo que as únicas lembranças que tenho não sejam físicas... Sinto sua falta!

Era engraçada a forma como você segurava meu queixo com o polegar e ficava me olhando de forma gentil, como se me dissesse: "Por que você é tão rude consigo?". Sinto sua falta, muito!Peguei meu Zombie Tarot e mentalizei qual Arcano poderia descrever você, e o resultado foi digno, sensato e coerente!

18/08/2026

Dungeons & Blogs : A gente começa aos poucos

‧₊˚ ☁️⋅♡𓂃 ࣪ ִֶָ☾. 

Eu já refiz esse texto algumas vezes...mas não é sobre conduta biker ou coisas de motoclube que eu vou falar. Porque primeiro, eu nunca fiz parte de motoclube, segundo, eu acho que falar o óbvio sobre condutas na estrada, condutas com os seus colegas de motociclismo, é meio que falar assunto batido.Então eu, como uma pessoa com depressão, vou falar pra vocês o que andar de moto causa em mim. Então, se você chegou até aqui, se leu até aqui, mete marcha e bora lá continuar o texto.

Eu perdi uma amiga, como eu disse no meu Threads , que era muito mais biker do que muito cara com custom.E eu fiquei sem montar numa moto de 2010 até 2024, quando a gente alugou uma Shadow no final do ano e fizemos pequenas viagens. Foram viagens curtas.E agora eu adquiri uma Shadow 600.

O que andar de moto causa em mim?

Eu não posso pilotar por enquanto por conta da saúde mental, as crises vêm sem avisar. Então, por enquanto, eu sou garupa.Mas quando eu peguei a minha moto em Minas Gerais, chegamos em casa, eu nem troquei de roupa e subi na moto, peguei o capacete e a gente andou pelo bairro. Isso me deixou tão feliz… uma pessoa que fazia meses que se esforçava pra sair do portão pra fora!Como eu disse, questões de saúde mental não avisam quando vão chegar.

17/08/2026

Dungeons & Blogs: Sobre florescer em silêncio

 Dia do meu aniversário | Julho, 2026

Eu mantenho as notificações das redes sociais desligadas e deixei um aviso no WhatsApp e Instagram sobre responder ou ler as mensagens apenas no dia seguinte. Digamos que eu dou uma sumida: se publiquei algo casualmente, não implica necessariamente que eu vi o que me mandaram ou que fiquei rolando o feed. - Periodicamente, sinto essa necessidade de me afastar um pouco, principalmente em datas importantes.

Eu disse a mim mesma que não escreveria nada sobre o meu aniversário aniversário ou coisas do tipo por aqui. Mas, pensando bem, acredito que a reflexão é válida, vale como uma nota mental. E certas calmarias não se tornarão tempestades se eu apenas sentar à frente do computador e escrever.

É interessante como este último mês de julho me fez voltar o olhar para rupturas, afastamentos, reaproximações e florescimentos. Muitas vezes é necessário florescer só. E a árvore não se torna menos frondosa por ter apenas uma única flor; ela precisou se despir para se renovar. Nem sempre despir-se de si e de nossas percepções é algo que nos torna frágeis.

"se esvazie de suas agonias / para que novos rios / corram dentro de você." — Ryane Leão

13/08/2026

Dungeons & Blogs: Bastidores do BEDA : Postando sem roteiro

 🎧

 Como voltar aos anos 2000 salvou a minha relação com a Internet

essa postagem é um rascunho esquecido e eu esqueci de publicar, é um rascunho de junho/2026 + uma postagem de 2024 que acabei misturando tudo e adaptando pra minha situação atua!

Esse texto não sairia, mas acredito que faz cerca de um mês, um mês e meio que eu comecei a usar o Instagram, como se fosse uma rede social da velha guarda de quando eu era adolescente, por volta dos anos 2000 e tem funcionado de uma certa maneira.Publico no meu intervalo mais de uma vez por dia,  a maioria das publicações  quando são até 10 fotos, faço pelo computador. Não ligo de falar o que eu estou pensando, como eu fazia em 2003, quando eu tinha um blog só meu e  tem funcionado!

Eu desligo o computador e deixo redes sociais para lá, a não ser que eu fique meia hora sozinha até meu esposo tomar o banho dele e a gente sentar para ver TV, aí eu fico um pouco no celular! Confesso que fico um pouco rolando o feed, mas fico mais conversando com as pessoas do que rolando o feed em si. Percebi que rolar o feed ultimamente (não o meu, que é bem filtrado, tenho 50 favoritos e só aparece gente com quem eu converso, portais de notícia e páginas que gosto, como as de gatinhos e fotografias) me deixa muito cansada. Por mais que apareçam coisas de que eu dê risada e que eu goste, eu simplesmente não consigo mais.

Eu reativei o Threads para ver se mantinha a rede social ou se deletava. Vou manter, porque entro, posto alguma coisa, vejo duas ou três postagens de gente que sigo e fecho. Entro uma vez por dia, duas no máximo! Percebi uma coisa: é uma rede social que não tem trends, mas tem muita gente que mente  e você percebe. Então, não vou trafegar constantemente em uma rede social assim.

11/08/2026

Dungeons & Blogs: Por que eu voltei a fotografar (mesmo com o mundo acelerado)

Meu gosto pela fotografia começou na oitava série, fazia um ano que eu tinha ganhado uma câmera e já registrava os passeios da escola e outros momentos, conforme fui crescendo, passei a estudar e me aprimorar. Eu realmente acreditava que essa seria a minha profissão  cheguei a desenvolver meu próprio estilo, mas percebi que a realidade era outra! Entendi, na prática, como é uma profissão cara e pouco valorizada.

Havia quem dissesse que eu fotografava bem apenas por causa da minha câmera. Outros não respeitavam a propriedade intelectual do meu trabalho, modificando fotos, plagiando ou simplesmente não dando o devido crédito. Depois de perder maior parte do meu arquivo, acabei desanimando e desisti de fotografar, até mesmo por hobby.

Lembro-me de que qualquer detalhe que eu enxergasse, eu capturava! Tinha um acervo considerável, principalmente de fotos abstratas, mas, com a popularização das câmeras e  posteriormente, a melhora na qualidade dos smartphones, muitas pessoas acabaram descartando o meu serviço.Hoje, estou tentando mudar essa perspectiva e voltar ao meu tão querido hobby, por mais que o mundo esteja hostil e as pessoas vivam com a mente e o ritmo acelerados, quero retomar o fazer natural e orgânico. Quero voltar a fotografar e vivenciar a fotografia como uma forma de terapia, sem exigir perfeição.

Nos moldes da modernidade, onde tudo é dopamina barata, a gente esquece de coisas simples: sentar para ler um bom livro ou assistir ao que está passando na TV (sim, eu ainda faço isso!) em vez de ficar rolando o feed e se perdendo na imensidão de opções dos streamings. Um amigo meu, que hoje é professor, me contou que não tem rede social, Netflix ou Spotify, ele ainda baixa arquivos e ouve MP3! Achei isso fascinante e nem fiquei tão surpresa, já que ele trabalha com tecnologia.

10/08/2026

Dungeons & Blogs : Diário de uma Alternativa #09 𖥔 Aceitar já é um começo!

 🎧


01:00 10/08/2026

Eu tentei dormir no sofá com as gatas mais velhas, mas não rolou... Vênus tentou me amparar, eu estou tentando escrever este texto após ficar meia hora chorando depois que a minha ficha caiu!

Mas vamos começar do começo! Nos últimos tempos, eu estive aflita pensando sobre retomar a faculdade e essas coisas. Na semana que passou, uma questão que para mim sempre foi ligada à minha TAG, ganhou outro viés: eu preocupada com os compromissos sociais que terei durante a semana, algo atípico na minha rotina, eu ficando desesperada ao pensar se chegaria viva, com a bateria social boa, para a minha aula de Pole Dance ( algo que parei há quatro anos). Sábado passado meu esposo em uma conversa, me fez uma pergunta e uma confirmação:

— Você anda conversando com alguém que fala muito de Jesus? É que você pega fácil os trejeitos das pessoas com quem convive muito.Você anda repetindo muito essa palavra!

Na hora nem me liguei, mas aí lembrei da psicóloga que estava internada comigo na clínica, me explicando o que é masking no autismo e suas consequências.Sempre priorizei conviver bem com meu esposo, lidando com suas questões de TDAH (sim, ele é diagnosticado há uma década e pouco, para quem tiver curiosidade). Algo que ele sempre me disse, foi o fato de não aceitar muito bem sua condição e evitar mencionar por conta da banalidade de como é tratada, afinal, as pessoas tratam esse tipo de questão da mesma forma como tratam horóscopo.

08/08/2026

Dungeons & Blogs:Vestir-se de mim mesma

Eu estava em um momento de redescoberta, vivendo em uma cidade de Capital onde tive maior liberdade para me vestir como gostaria, sem as limitações e o conservadorismo preconceituoso de uma cidade interiorana. Naquela época, eu me sentia bem com o meu corpo, mesmo pesando 55 kg. Minha rotina era bem saudável, com comida feita em casa e alguns mimos com fast-food aos finais de semana, fazia muitas coisas a pé. Mas foi entre 2011 e 2016 que os primeiros sinais de que a depressão estava roubando meu protagonismo começaram a aparecer.

O estalo veio quando eu não cabia mais em muitas roupas que eu tinha, em uma fase onde financeiramente não era viável mudar o guarda-roupas de uma só vez. Eu já tratava a depressão. A primeira mudança  para além de praticar pole fitness e aceitar que eu estava pesando quase 100 kg,  foi passar a consumir conteúdo de mulheres plus size com discursos realistas. Comecei a pesquisar lojas que cabiam no meu corpo e no meu bolso, aceitando que meu manequim não era mais 36 e adaptando o meu estilo ao meu peso atual. Muitas vezes pensei em desistir, afinal a ansiedade, a autossabotagem e a depressão não me ajudavam muito! Mas continuei tentando e trabalhando entre idas, vindas e críticas não solicitadas.

Hoje peso 94 kg, ainda cuido da minha saúde mental e confesso que dou uma derrapada na alimentação vez ou outra. Mas mentalmente falando, estou aceitando mais o meu corpo. Há dias em que de fato não me sinto bonita, em que a roupa que planejei não cai bem, mas recomeço  até perceber que não estou em desconforto. Em comparação ao período em que eu estava com o "peso bom", eu me sinto mais EU, mais original do que nunca! Buscar outros meios para comprar roupas fora do meio alternativo tradicional me devolveu a criatividade e me fez compreender aquilo que gosto ou não de vestir. Ao invés de parecer um NPC, que cada vez veste algo para se encaixar em um estilo alternativo diferente, eu finalmente me visto de mim mesma!

07/08/2026

Dungeons & Blogs: Diário de uma alternativa #08

Agora são 15:56 do dia 04/08/2026 e estou ouvindo Everyday Is Like Sunday, pensando se paro o dia mais cedo hoje, se tomo um banho, sento no sofá e volto para o trabalho só amanhã! Estava separando algumas fotos hoje cedo para publicar no Instagram, enquanto intercalava responder algumas pessoas antes de começar meu dia de fato, quando tive um pensamento que me atravessou o dia todo.

É interessante como a permissão que damos para o outro acaba influenciando a gente, não somente nos pensamentos, mas na forma como nosso corpo reage a essa pessoa! Eu tenho pensado muito nisso: como de fato, as companhias influenciam o nosso humor, o nosso bem-estar e a nossa forma de ver o mundo em geral! Após uma conversa com uma amiga, fiquei mal... ouvi seus áudios e respondi de forma cordial, mas parei para perceber, que ela só me responde quando é para falar de si mesma. Qualquer outra coisa que eu fale ou mande é ignorada, de uma dica de blog a um meme engraçado, se não diz respeito a ela e aos seus problemas, eu nem tenho esperança de resposta!

Muitas vezes vejo algo que sei que ela vai achar engraçado e acabo não mandando mais. Sei que a empatia é importante, eu mais do que nunca sei! Afinal, ser extremamente empática é algo que estou tratando na terapia há anos, aprendendo a reconhecer e a filtrar. Mas, quando parei para lembrar sobre as tiragens de tarot  que fiz,até eu sendo agnóstica , vejo como isso converge com o momento que estou passando: sobre deixar o passado para trás, não tentar resolver certas coisas agora e assim por diante.