Meu gosto pela fotografia começou na oitava série, fazia um ano que eu tinha ganhado uma câmera e já registrava os passeios da escola e outros momentos, conforme fui crescendo, passei a estudar e me aprimorar. Eu realmente acreditava que essa seria a minha profissão cheguei a desenvolver meu próprio estilo, mas percebi que a realidade era outra! Entendi, na prática, como é uma profissão cara e pouco valorizada.
Havia quem dissesse que eu fotografava bem apenas por causa da minha câmera. Outros não respeitavam a propriedade intelectual do meu trabalho, modificando fotos, plagiando ou simplesmente não dando o devido crédito. Depois de perder maior parte do meu arquivo, acabei desanimando e desisti de fotografar, até mesmo por hobby.
Lembro-me de que qualquer detalhe que eu enxergasse, eu capturava! Tinha um acervo considerável, principalmente de fotos abstratas, mas, com a popularização das câmeras e posteriormente, a melhora na qualidade dos smartphones, muitas pessoas acabaram descartando o meu serviço.Hoje, estou tentando mudar essa perspectiva e voltar ao meu tão querido hobby, por mais que o mundo esteja hostil e as pessoas vivam com a mente e o ritmo acelerados, quero retomar o fazer natural e orgânico. Quero voltar a fotografar e vivenciar a fotografia como uma forma de terapia, sem exigir perfeição.
Nos moldes da modernidade, onde tudo é dopamina barata, a gente esquece de coisas simples: sentar para ler um bom livro ou assistir ao que está passando na TV (sim, eu ainda faço isso!) em vez de ficar rolando o feed e se perdendo na imensidão de opções dos streamings. Um amigo meu, que hoje é professor, me contou que não tem rede social, Netflix ou Spotify, ele ainda baixa arquivos e ouve MP3! Achei isso fascinante e nem fiquei tão surpresa, já que ele trabalha com tecnologia.
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É esse resgate que eu busco, não porque "está na moda", mas porque é algo em que venho trabalhando desde um pouco antes da pandemia, sigo na luta, pois alguns hábitos são difíceis de mudar, exigem paciência, tempo e acima de tudo, disposição. De fato, não é fácil.
É óbvio que ficar longe das redes não é impossível, mas para mim, elas ainda são uma porta de entrada para conhecer coisas novas, me atualizar e aprender não da forma como os algoritmos mandam, mas de maneira linear e saudável. Vou tentar publicar todos os dias, como se fosse um fotolog. Se não der, postarei conforme o fluxo: se vir algo que me atraia, vou fotografar, seja com o celular, com a Cyber-shot ou com a minha M50, o que estiver à disposição no momento.
Sem cobranças, sem padrões, apenas capturando momentos sem me perder no mundo virtual, fazendo dele um aliado e uma ferramenta, e não algo que me obrigue a viver em função dele.Pois é, falei que não falaria mais de redes sociais, mas é inevitável não explanar sobre elas em alguns pensamentos pertinentes! Ah, e descobri que a Frances Bean Cobain é uma ótima fotógrafa!
Um abraço e cuidem-se!


Ansiosa pra ver suas fotos por aqui! A fotografia pra mim também é ferramenta terapêutica, recomendada muito fortemente pela minha psicóloga. Espero que consiga voltar a fotografar com frequência e que te faça bem! ♥️ ✨
ResponderExcluirFotografar é muito bom! Sempre foi um certo refúgio das tribulações!AAAA que bacana que foi recomendação da psi *__*
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