Há dias em que procuro respostas como quem procura uma estrela em um céu coberto. Olho para fora, esperando que algum sinal organize o caos dentro de mim, mas silenciosamente, a vida continua me conduzindo para o mesmo lugar: o meu próprio coração.
Percebo que crescer não é abandonar a sensibilidade, durante muito tempo acreditei que amadurecer significava endurecer, aprender a sentir menos, construir muralhas para que nada mais me atravessasse! Hoje compreendo que a verdadeira força nasce justamente do contrário: Ela floresce quando acolho minhas águas interiores sem medo de me afogar nelas.
Existe uma voz em mim que nunca grita, ela sussurra, sempre sussurrou. É a intuição paciente como a lua que continua seu caminho mesmo quando ninguém a vê. Quanto mais faço silêncio, mais percebo que ela conhece trilhas que a razão jamais conseguiria desenhar.
Mas ouvir essa voz exige coragem.