Enquanto aconteciam reencontros na minha vida, deparei-me com uma publicação no Instagram com uma música bem específica, lembrei da pessoa que me apresentou e me bateu uma saudade. Decidi procurar o blog dela e por lá, achei o seu Instagram para entrar em contato. Apenas escrevi em uma DM que sentia sua falta, sem esperar nenhuma resposta, e eis que chega a tão esperada resposta : "Também senti a sua".
E foi aí que tudo recomeçou...
Eu tive que sumir da vida das pessoas sem dar explicação, por segurança minha e delas, apaguei redes sociais e segui anônima durante um bom tempo (anos), mas confesso que desde quando comecei a blogar sozinha em 2003 (pois em 2001 eu já tinha um blog com minhas amigas), conheci muita gente por causa do meu espaço e da vida virtual. Algumas pessoas frequentaram minha vida de forma real, com amizades que duraram anos, com outras mantenho contato virtual há mais de duas décadas!
Mas foi na época do Blogueiras S/A que alguns laços mais fortes foram feitos! Nem todos foram permanentes (quase nenhum, na verdade), mas o que começou com uma simples frase de acolhimento, virou uma amizade que, apesar do hiato, parece que nunca ficou distante.
As conversas hoje são mais simples, a vida adulta exige menos tempo cronicamente online, mas a gente ainda mantém o ritmo da forma que dá! Atualizações sobre nossas vidas nesse tempo distante, risadas, piadas e até amizades minhas rompidas por ciúmes desta pessoa sobre a qual estou escrevendo! Eu encaro isso (o afastamento da ciumenta) como um certo livramento. Eu escrevi anteriormente sobre, bem, se você não leu, espero que leia para entender o contexto do que estou falando!
A Ghoulleta é aquela pessoa que, mesmo tendo suas tempestades, está sempre fazendo piadas e arrancando risadas da gente. É uma amizade leve, sinto que nós não estávamos preparadas uma para a outra dez anos atrás, quando tudo começou. Prova disso, são nossas conversas de hoje, nas quais falamos abertamente sobre saúde mental e sobre as quedas e mudanças que tivemos.
Eu sinceramente não esperava retomar a amizade, muito menos que fosse de forma tão leve, mas não me surpreendi com a reação de outras pessoas, quando em 2016 publiquei as fotos que fizemos, muitos pararam de me seguir/conversar comigo, outros de forma aberta, disseram desgostar da minha amizade com a Ghoulleta. Uma delas inclusive, quando fui me desculpar por ter me afastado, apenas me ignorou e aí pude compreender que palavras não passam de meros acessórios diante de fatos e condutas.
Como as pessoas e seus preconceitos julgam alguém, baseando-se apenas em um recorte de rede social!? Gente que prega o feminismo, mas ao mesmo tempo, promove a exclusão de outra mulher só por ter uma visão conservadora e não condizente com a contracultura que ostenta, uma postura totalmente patriarcal. Afinal de contas, julgar e definir outra mulher por causa de sua liberdade é algo extremamente machista.
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Não falo apenas sobre a Ghoulleta, mas sobre como minhas amizades são plurais: nem todo mundo é alternativo, nem todo mundo tem uma visão de mundo leve, nem todo mundo curte as mesmas coisas que eu! Mas não é sobre similaridades, é sobre respeito mútuo e sobre aprender com a singularidade de cada pessoa, através de suas vivências e histórias. Foi uma amizade inesperada, que eu achava que jamais retornaria à minha vida! No entanto, se eu não tivesse arriscado trazê-la de volta, nunca saberia, nem voltaria a ter bons momentos com ela! Mesmo que por enquanto, seja por conversas virtuais, já que a vida adulta dificulta o alinhamento de agendas...mas, morando agora mais perto, eu sinceramente quero (e se a Lelleta e a vida permitirem) que ela seja uma presença constante, onde cada uma respeite os limites da outra, pois hoje nós finalmente compreendemos quais são.
Às vezes, as melhores coisas acontecem sem que a gente espere muito delas. E a vida é assim: meio medíocre, tediosa e imprevisível!
STAY SPOOKY!
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| Foto que fiz no GPT, pois achávamos que tínhamos perdido as fotos de 2016 |
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| Versão em desenho minha que a Ghoulleta fez em 2016 |
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| Foto da nossa sessão de fotos (2016) | Antes ela era Loretta Vergen e eu Valkyrie Licht |
Tudo o que você perder, encontrará novamente. Mas o que você jogar fora, jamais recuperará.
Himura Kenshin (Rurouni Kenshin)
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Cara, sem palavras pro peso (positivo) desse post, desse reencontro, de como ele aconteceu para dar significado ainda maior ao encontro, que já era enorme. Eu AMEI saber sobre a leveza que foi para vocês duas estarem juntas, ainda que virtualmente, sei lá, sinto que o ser humano de modo geral coloca muito peso onde não precisa, enquanto quando algo é tranquilo assim, é bom saber que acontece, né? A foto de vocês juntas dez anos atrás foi a cereja do bolo dessa história, ADOREI!
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