A depressão e Eu

 Já escrevi dezenas de vezes sobre saúde mental não apenas atualmente no meu antigo blog, mas no meu finado Madchen Rosenrot. Esses dias ando vivenciando a minha depressão de forma distinta, aprendendo a conviver melhor com ela. Não que eu aceite minha condição e prefira ficar estagnada, mas estou aprendendo a viver no presente e isso, de alguma maneira, anda ajudando aos poucos (bem aos poucos) a regular minhas emoções.

Tenho a consciência de que cada pessoa vivencia suas emoções de forma individual, mas acredito que falar sobre isso (nem que seja para si mesmo) ajuda e muito!

Porque meus monstros são reais, e eles são treinados para matar E não há volta, e eles apenas riem de como eu me sinto E esses monstros podem lutar, e nunca irão morrer E não há como voltar atrás; se eu ficar presa, nunca vou me curar — Monsters (Shinedown)

Li certa vez que não adianta um profissional de saúde mental aplicar técnicas sem um fundamento, sem conhecer de fato o paciente a fundo, e isso é a mais pura verdade. Eu sou apoiadora da terapia, mas também já fui vítima de péssimos profissionais! Para mim, aplicar técnica de respiração ou de mindset sem me explicar o porquê de estar fazendo aquilo não adianta em nada. Na internação que tive (que este mês faz um ano que aconteceu), quando questionei a psicóloga sobre as atividades de pintura e desenho pois nos largavam lá para pintar qualquer coisa sem explicar nada, fui chamada de imatura por questioná-la. E a terapia é sobre isso: questionar. Sim, questionar o que o profissional está aplicando faz parte do processo.

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