Sobre os aprendizados deste ano, não posso dizer que foram vários, mas várias coisas sobre apenas uma coisa: o meu passado e as minhas relações com ele.
Quando a minha amiga G. me procurou meses atrás através da minha cunhada, eu pensei comigo mesma: "Vou fazer uma conta do Instagram com o meu nome, vai ver G. não é a única pessoa à minha procura" e de fato não era. Percebi que a saudade não vinha apenas de mim e não era unilateral! Aprendi que nem todo mundo vai aceitar, que amizade é falar aquilo que não agrada, tampouco aceitará que existem outras amizades para além dali, que muitas vezes estão muito mais presentes porque se esforçam para estar.
Quem não aceita que eu tenho outras pessoas na minha vida e que eu expresso meu carinho por elas de forma natural, sem forçar a barra... eu não imponho que fiquem, não evito que saiam da minha vida e eu aprendi isso este ano. Eu trago de volta, faço o convite para sentar à mesa e tomar um café, nem sempre a conversa vai ser feita e construída de palavras bonitas, pois sou assim: se eu considero alguém, se percebo que essa pessoa, ao compartilhar sua vida e demandas, está fazendo mal para si mesma, eu vou dizer. Pois amizade é assim.
Mas aprendi que não posso ficar mal porque o outro não aceita as minhas escolhas, ou por não ficar feliz quando partilho minha vida para além dele(a)! O mundo é constituído de várias pessoas e é claro que, como a pessoa otrovertida que sou, eu acolho quem quer estar comigo e com os meus. Não aceito mais manipulação e controle sobre as minhas vontades, ao nível de me fazer sentir mal por ter outras amizades, por ter minha vida para além da convivência com algumas pessoas.
Muitas vezes eu vou querer estar só, vou querer sair só ou, pura e simplesmente, não vou chamar essa pessoa para sair porque estou em um dia em que só a minha companhia basta! Aprendi que não vou fazer as vontades dessa pessoa, quando não estiver emocionalmente disponível, que não vou publicar uma foto e fazer declarações sobre a minha amizade, puramente para que esse alguém se sinta bem com a minha exposição, já que falar isso para ela no off não basta, eu sei da minha insignificância, mas nem todo mundo reconhece a sua, acredita veemente que tudo é sobre si. Aprendi que meus afetos são espontâneos, e que os expresso para as pessoas de formas diferentes, compreendi que isso não é defeito, como muitos dos meus antigos vínculos me fizeram acreditar, porque querer manipular minhas percepções e me controlar, querendo minha presença apenas para si mesmo!
Compreendi que muitas vezes eu não dou menos, é o outro que exige mais de mim, que exige a expectativa e a idealização que ele impõe sobre mim. E eu aprendi a deixar ir, quando alguém faz do vínculo uma obrigação com etapas, como se o vínculo fosse uma função corporativa na qual esse indivíduo é meu patrão e eu sou a subordinada das suas vontades, desejos e validações!
Eu aprendi este ano a me valorizar, a me dar o devido tempo, a permanecer em mim antes de tentar permanecer e caber no outro! Aprendi que quem tem que estar à disposição primeiramente sou eu, e que não posso fazer isso o tempo todo, que não posso me desdobrar em um vínculo unilateral!
Aprendi que meu tempo é precioso e flui de forma distinta, que flui na minha velocidade, que eu não preciso correr quando não há urgência, que muitas vezes a urgência é a minha mente que está impondo, pois fui educada a fazer tudo na hora, tudo com urgência, tudo quando o outro queria e não quando eu podia. Aprendi este ano que me priorizar é mais simples do que parece: é sobre dizer "não" em bom e alto som. É muitas vezes dizer essa palavrinha de formas e maneiras diferentes, mas que, mesmo assim, tem o mesmo significado em qualquer linguagem: impor limites!
Hoje, 01/08/2026, às 10:50, escrevo antes de me aprontar para fazer um passeio que me permiti fazer. O dia se depender de mim, vai ser bom na medida do possível! Eu aprendi isso também: a pôr expectativas baixas e deixar fluir de forma natural. E se não der certo, não tem problema, a vida é assim mesmo!
Este ano, eu reaprendi a respirar devagar.
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Fico feliz que você tenha chegado a este ponto, é libertador, né? Impor limites é super importante, pra gente também nos dar valor e não viver só em função de outras pessoas. Tem quem diga que isso é egoismo, mas temos que nos cuidar e ser a nossa prioridade <3
ResponderExcluirOi Taís!
ExcluirGradicida por comentar!!!
Nossa, nem me fale! Impor limites foi a melhor coisa que fiz por mim em anos!A minha prioridade é para comigo mesmo, pelo resto da minha vida !
Abraços!